Mercado de Óleo e Gás busca estratégias para renovar fontes e suprir demanda crescente por energia

Especialista avalia que Brasil está atrasado em investimentos em energias renováveis

O mercado de óleo e gás vem buscando estratégias e renovação de fontes para suprir uma crescente demanda por energia, principalmente cultivada pela evolução contínua da economia global.


Os grandes investimentos neste setor exigem processos confiáveis e de alto desempenho para garantir, com um retorno sobre o investimento de longo do tempo. E muitas questões técnicas estão distantes do entendimento da maioria dos brasileiros. A Petrobras anunciou uma produção recorde no último trimestre de 2019, chegando a 3,025 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, o que resultou num crescimento de 13,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado por novos sistemas em produção no pré-sal, segundo informou a companhia. Na comparação com o terceiro trimestre, houve um avanço de 5,7% da produção de petróleo.


Em 2019, a produção de óleo no Brasil foi de 2,172 milhões de barris por dia, excedendo a meta de 2,1 milhões. Diante dos números, muitas perguntas surgem a respeito dos motivos que levam o governo federal a privatizar o sistema Petrobras. Para Fabiano Souza, estrategista empresarial, especialista em óleo e gás analisa a privatização como necessária: “corremos um sério risco de perdermos a grande chance do país, explorar este recurso, e no futuro o mesmo não ter este valor por conta da troca por energias renováveis. Ou seja, não iremos retirar o combustível fóssil do solo no momento que ele tem valor econômico por não termos condições de infraestrutura e investimento”.


Fabiano Souza acredita que parcerias internacionais seriam eficazes para o país. “O setor de óleo e gás brasileiro precisa se concentrar em desenvolver parceiros no exterior que tenham a competência de custos para a fabricação de produtos, podendo e devendo focar na área de serviços e engenharia onde temos um posicionamento respeitado e cuja a barreira de entrada para competidores internacionais será maior”.


Além disso, considera que o setor mundialmente está buscando e fazendo investimentos em outras fontes de energia, exemplos que o Brasil precisa acompanhar na visão de Fabiano Souza. “O mercado de uma maneira geral está em ebulição neste sentido, já temos desde muitos anos as hidrelétricas, na última década tivemos a geração de energia eólica que não tem prosperado mais no Brasil pela falta de segurança jurídica e por intervenções equivocadas do estado. Não existe mais dúvida nos países desenvolvidos sobre a aceleração na produção de veículos elétricos e mais uma vez estamos atrás neste processo. A energia fotovoltaica também tem ocupado espaço e inclusive em determinados nichos substituindo gás natural e petróleo”.


Se efetivada a venda da Petrobras a tendência para os preços ao consumidor final vai depender do formato escolhido no processo de privatização. O estrategista avalia que “se for privatizada com base em um modelo que permita mais de uma empresa operar, não tenho dúvida que os preços serão melhores. Caso contrário, criaremos um novo monopólio”, conclui.


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