Empresas precisam organizar caixa para não se complicar com o pagamento do 13º salário

O 13º salário dos trabalhadores brasileiros deve injetar na economia R$ 214,6 milhões, até o final do ano, segundo estimativa do Dieese. Ao todo, 81 milhões de pessoas irão receber o rendimento adicional, sendo que 49 milhões (61%) são trabalhadores do mercado formal, ou seja, atuam em empresas dos mais variados tamanhos.


Novembro e dezembro são meses que assustam muitos empresários devido ao fluxo de compromissos financeiros. O pagamento do décimo terceiro salário, por exemplo, pode ser um motivo de desajuste de caixa para aqueles que não fizeram um bom planejamento ao longo do ano. É muito comum empresas recorrerem a empréstimos bancários para reforçar a receita neste período e cumprir com o compromisso nos prazos, mas a consequência pode ser um endividamento que vai contribuir para o aumento das dificuldades financeiras, dificultando a gestão saudável da empresa.


Apesar desta realidade comum em muitas empresas de pequeno e médio porte, o cenário é bem diferente nas empresas bem estruturadas, nas quais o planejamento para o próximo ano já começou com a definição do orçamento para 2020, o qual depois será balizado mês a mês com as projeções dos seus demonstrativos de resultado, patrimonial e também do fluxo de caixa.


É importante frisar que um planejamento adequado deve definir metas, incluir indicadores e, principalmente, um plano de ação para cada período. É fundamental que o plano apresentado seja tangível, mas também desafiador, a fim de impulsionar o crescimento da empresa. Muitos planejamentos se baseiam apenas na definição de objetivos, sem contemplar as ações empregadas para alcançá-los, sendo este um erro bem comum na adoção de planos que não saem do papel.


“Definir antecipadamente esses pontos é fundamental para a saúde financeira de uma empresa, potencializando os esforços e dando espaço para uma visão geral das iniciativas adotadas para o próximo ano, ajustando as condutas a partir desse panorama. No caso do 13º, por exemplo, como a primeira parcela pode ser paga de fevereiro a novembro, se a empresa tem maior saldo de caixa em períodos específicos ou datas especiais ao longo dos meses, porquê não optar por reduzir seu impacto no fim do ano pagando a primeira parcela antes do prazo final?”, sugere Luiz Lanzini, estrategista em Gestão Lean, sócio da Trajetória Consultoria.


Empresas administradas utilizando a metodologia Lean, por exemplo, costumam usar estratégias que evitam situações extremas. Com relação ao fluxo de caixa, por exemplo, a metodologia pode contribuir de diversas formas, desde decisões mais estruturais como a escolha de investimentos voltados à proposta de valor aos clientes, por exemplo, em instalações, equipamentos e softwares que melhorem as experiências destes clientes com a empresa ou ainda em pessoas, na qualificação dos seus colaboradores. A metodologia ainda pode atuar na avaliação de despesas consideradas desnecessárias para serem excluídas no próximo orçamento. Há também ações voltadas a atitudes como a identificação de fornecedores mais aptos a negociação de custos conforme fluxo de transações ou tempo de parceria e mesmo análise histórica de quedas nas receitas, ajustando o fluxo de pagamentos e programando novos investimentos nesses períodos.

Com a visão geral do plano de ações para doze meses, o gestor pode se dedicar também a entender e avaliar antecipadamente ameaças e oportunidades, além de se programar sobre as condições viáveis de seu fundo de reserva conforme cada período do ano. “Esse processo é essencial para a saúde de toda a estrutura da empresa e, inclusive, é determinante para viabilizar o crescimento do negócio de forma controlada evitando desperdícios e gastos urgentes como empréstimos”, explica Lanzini.


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